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Todos os smartphones Intel no mercado serão Android em 2012

Inclusive o que deve ser vendido no Brasil. Modelos com Windows Phone e outros OS só a partir de 2013, com a chegada da futura geração de processadores Atom

Cristina De Luca

16/05/2012 às 6h17

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Prepare-se consumidor: no que depender da Intel, daqui até o fim do ano é possível que tenhamos, no Brasil, alguns modelos de smartphone com processador Medfield, rodando Android. A empresa está aplicando no país a mesma abordagem feita a fabricantes e operadoras que levaram a Oarange e a Lava a, em poucos meses, a lançarem seus aparelhos no mercado: fornecer a plataforma de referência para balizar o desenvolvimento de produtos.

Há um ano a Intel mudou toda a sua estratégia para o mercado de smartphones. Criou uma plataforma de referência em cima do processador Atom Medfield, e do sistema oepracional Android, graças a uma parceria com a Google, e começou seu périplo por mercados emergentes. Além da Lava e da Orange _ cujos aparelhos os jornalistas presentes esta semana ao Intel Developers Forum 2012, realizado pela primeira vez em São Paulo, puderam experimentar por alguns minutos e posso dizer que são bem rápidos, embora o Xolo, da Lava, esquente muito _ a Lenovo já tem um modelo pronto para início de vendas na China, e a ZTE e a Motorola devem lançar produtos até o fim do ano.

Uma dessas máquinas tem "alta probabilidade" de chegar ao mercado brasileiro até o fim deste ano, nas palavras do presdiente da Intel Brasil, Fernando Martins. Ele chegou a dizer a um repórter do jornal Estado de São Paulo já ter uma data prevista que, evidentemente, não pôde revelar. Sabe-se, por intermédio de Américo Tomé, Diretor de Produtos da Intel para a Amércia Latina, que a empresa vem conversando com operadoras e também com MVNOs (operadoras móveis virtuais). É possível que operadoras brasieliras vendam smartphones com a marca do fabricante ou com a própria marca, como fez a Orange.

Roadmap Atom

A estratégia de entrada da Intel no mercado de smartphones foi a de investir no porte do Android, incialmente. Segundo Américo, até o fim de 2012, todos os aparelhos que chegarão ao mercado mundial serão Medfield, single core, de 1,6Ghz e 2.0Ghz e rodarão o OS da Google. "Isso não quer dizer que não teremos smartphones Intel com outros sistemas operacionais", diz o executivo. O Windows Phone está nos planos para 2013, já que, mais do que qualquer outro, é o que mais pode potencializar o legado da platafrma X86, foco da Intel.

Embora, no passado, a companhia tenha adquirido licenças da ARM, a empresa é hoje a concorrente a ser batida, não só no mercado de smartphones, como no de tablets. A Intel insiste em portar a arquitetura X86 para o mundo da mobilidade. E, com o Medfield, parece ter exorcizado os problemas recorrentes do primeiros processadores Atom para dispositivos móveis, como a falta de desempenho e o alto consumo de bateria. "Todos os nossos testes mostram que estamos com o desempenho muito próximo aos dos processadores ARM em uso hoje, e com consumo de bateria igual ou melhor", afirma Américo. No caso do desempenho, o executivo chega a afirmar que mesmo sendo um single core, o Medfield concorre de igual para igual com processadores dual core da concorrente.

"Encaramos o ingresso no mercado de smartphones como uma maratona, na qual estamos no início", diz Américo, ao mostrar o roadmap de produtos previstos para os próximos anos. Ele inclui processadores dual core, com modelos de alto desempenho, de 14nm e também modelos que substituirão o Z2460, outros mais voltados para equipamentos de entrada, que serão smartphones de fato e não feature phones (intermediários).

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