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Torchlight II é o RPG de ação que Diablo III deveria ter sido

Jogo traz um mundo expandido, belos gráficos, exige pouco do computador e tem preço baixo

Jim Norris, PCWorld EUA

17/12/2012 às 16h13

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Apesar de todo o barulho e expectativa ao redor de Diablo 3, o produto final deixou muitas pessoas com um gosto amargo na boca. Entre a casa de leilões, as exigências do sistema de DRM, contas invadidas e outros desapontamentos, o jogo da Blizzard quebrou tantos corações quanto conquistou.

Mas há mais peixes no mar. A primeira experiência da Runic Entertainment em um RPG de ação (ARPG - Action Role-Playing Game) resultou no imensamente bem-sucedido Torchlight, um jogo que tinha “de tudo”, desde que você não se importasse em passar o jogo dentro de masmorras, sozinho. Este pequeno detalhe custou popularidade entre os entusiastas dos ARPGs, que vêem o multiplayer como um componente essencial.

A Runic se mostrou ansiosa por resolver este problema, mas a boa vontade não impediu que seu novo jogo fosse lançado com atraso. Felizmente Torchlight II (US$ 20, há uma demo gratuita com recursos limitados) cumpre as promessas. É tão bom que jogá-lo deveria ser algo obrigatório para todos os funcionários da Blizzard.

Desta vez você pode escolher entre quatro classes inéditas mais o gênero de seu personagem, além de um entre seis “animais de estimação”. A classe Berserker tem ataques rápidos e poderes especiais baseados em animais, a Embermage usa magia e ataques elementais, o Engineer é bom em combates de curto alcance e usa tecnologia steampunk e o Outlander mistura armas e velocidade. 

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Personagens e cenários são carismáticos

Crie uma Outlander ruiva chamada Gracie, equipada com um arcabuz e acompanhada por um furão chamado Rommel. As balas começaram a voar por todos os lados, e em 10 minutos eu estava apaixonado por ambos graças ao design de personagens da Runic, que troca texturas em alta-resolução e grandes quantidades de polígonos por um design distinto com linhas bem definidas e cores vibrantes, combinados a um estilo de animação exagerado como em um cartoon, técnica que já foi usada no jogo original com grande sucesso.

O mundo do jogo foi expandido, com várias cidades a visitar e áreas na superfície a explorar. Isso ajuda a dar ao jogo uma sensação de “mundo aberto”, embora de forma alguma você vá confundí-lo com a vastidão de Skyrim.

Os requisitos de sistema são baixos o suficiente para que quase qualquer computador moderno consiga rodar o jogo. Mesmo com todas as opções no máximo e V-Sync habilitado, em PCs com placas de video dedicadas as taxas de quadros eram limitadas pelo monitor, e mesmo sistemas com gráficos integrados não se saíram muito pior, o que torna Torchlight II um jogo ideal para jogar em um notebook durante uma viagem.

O muito aguardado modo multiplayer, tanto em rede local quanto via Internet, está bem implementado, com servidores online lidando com a distribuição e organização dos jogadores, enquanto a partida em si é hospedada em uma ou mais máquinas dos próprios usuários, em vez do sistema de servidor centralizado típico dos MMOs. Problemas com lag e latência são quase inexistentes.

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Gráficos são belos, mas jogo exige pouco do PC. Clique para ampliar.

O preço é outro fator que contribuirá para o sucesso de Torchlight II. Por US$ 20 você leva muita coisa, mas o que falta é o que realmente fecha o negócio. Faltam o tempo de manutenção do servidor toda semana, as legiões de hackers fominhas procurando falhas no jogo para ganhar dinheiro fácil e a mentalidade “caça-níqueis” do desenvolvedor. Você joga o jogo, e não o contrário. Fico deprimido quando noto o quão “antiquado” isso parece.

Mas por outro lado, há uma sensação de que o jogo está mais para Torchlight Deluxe em vez de Torchlight II. Os novos recursos, como as novas classes e animais de estimação, locais diversos e modo multiplayer, são coisas que normalmente estão inclusas desde o começo nos ARPGs modernos. Melhorias no “engine” são poucas, ou mesmo não existentes, e há muito potencial não realizado.

Ainda assim por este preço, e com uma generosa versão Demo disponível, é meio injusto julgar Torchlight II pelos padrões de outros grandes jogos. Na verdade, o fato de que ele se sai tão bem comparado a eles atesta a competência da equipe da Runic, que fez tudo com uma fração do orçamento de seus concorrentes. O veredito é simples: Torchlight II é melhor do que Diablo III.

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