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Tudo sobre o Wii U

Colocamos a mão no novo console da Nintendo! Saiba o que já foi anunciado e conheça os periféricos e jogos.

Justin Haywald, GamePro e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

09/06/2011 às 17h49

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A Nintendo anunciou durante uma coletiva na E3 no dia 07/06 seu novo console de mesa, o Wii U. A aparência do console não é muito diferente de um Wii atual (embora tenha cantos mais arredondados), e ele será compatível com todos os controles, periféricos e jogos do Wii. Mas o principal destaque está no novo controle, um “monstro” com uma enorme tela sensível ao toque integrada, que pode ser usada para interagir com o jogo na TV ou substituí-la completamente.

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Wii U: visto de frente, lembra muito o Wii

Muito do que a Nintendo mostrou na apresentação ainda está em estágio conceitual, como o compartilhamento de vídeo entre o handheld e a TV, usar o controle como um painel secundário em jogos existentes como o Wii Fit, como acessório pra navegação web e vários outros usos intrigantes. Mas consegui um tempinho para experimentar alguns dos softwares que a Nintendo preparou para o evento. Vamos às impressões gerais sobre o sistema.

O Tablet Controller

O controle do Wii U é basicamente um tablet, mas isso não o impede de ser um gamepad eficiente. Não tenho idéia de como irei me sentir depois de uma longa sessão de jogos com ele, ou do quão pesado ele irá parecer quando tiver que balançá-lo pra lá e pra cá por muito tempo. Mas durante as breves demonstrações ele pareceu ótimo. As mãos se encaixam perfeitamente sobre os botões e alavancas analógicas (que a Nintendo chama de “Circle Pads”, como no Nintendo 3DS) sem qualquer esforço ou desconforto.

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Tablet Controller: confortável, apesar do tamanho

A tela sensível ao toque, com 6.2 polegadas, me pareceu boa. Algumas das demos disponíveis permitem a troca entre ambos os métodos de controle (tela ou gamepad) em tempo real, enquanto outras permitem o uso de ambos simultâneamente.

A experiência em HD

Uma demo interativa ambientada no universo da série Zelda mostra o quão bem o console lida com gráficos em HD. O herói Link entra em uma área que lembra uma catedral e combate uma gigantesca e horrenda criatura que parece uma aranha. Não pude controlar a batalha, mas era possível usar botões na tela de toque para alternar entre noite e dia (e mostrar os efeitos de iluminação) e mudar entre vários ângulos de câmera pré-definidos.

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O mundo de "Legend of Zelda" fica ainda mais bonito em Full HD. Clique para ampliar

Não é tão bom quanto jogar um jogo de verdade, é verdade, mas mostra que o Wii U é obviamente um sistema mais poderoso que o Wii, com gráficos muito mais atraentes. Nem todos os jogos foram otimizados para ficar tão bonitos (embora todos parecessem melhores do que no Wii), mas pela impressão inicial, o Wii U será pelo menos capaz de acompanhar o ritmo do PlayStation 3 e Xbox 360.

Continue lendo e saiba mais sobre os jogos do Wii U »

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Segundo a Nintendo, empresas como a Ubisoft, Electronic Arts, Namco, Sega, THQ, Tecmo e outras já anunciaram seu suporte ao Wii U. Em um rápido vídeo a empresa mostrou títulos como Tekken, Darksiders II, Assassin's Creed, Batman: Arkham City, Ghost Recon Online, Dirt, Aliens: Colonial Marines, Metro Last Light, e Ninja Gaiden 3: Razor's Edge, todos a caminho de seu sistema.

São títulos de peso, muitos deles jogos violentos que nunca chegaram ao Wii seja por limitações no hardware ou pelo público-alvo do console, visto como "família". "Nosso objetivo é satisfazer todos os gostos", diz Satoru Iwata, presidente e CEO da Nintendo.

Mas a empresa não exibiu jogos completos na E3, apenas curtas demonstrações (demos), escritas para ilustrar o o potencial do console e de seu controle. Como a Nintendo disse várias vezes durante sua conferência, nenhum dos softwares é parte de um jogo “real", embora eu acredite que será inevitável que eles apareçam em alguma coleção de minigames como Wii Sports. 

Shield Pose

Esta demo é basicamente como um minigame da série Rhythm Heaven do Nintendo DS. Você segura o tablet como um escudo e segue instruções dadas por um pirata na TV. Ele indica uma direção (acima, abaixo, esquerda, direita, centro) e você tem que mover o tablet nessa direção para bloquear flechas disparadas por piratas inimigos. Tudo isso no ritmo da música.

A tela do controle mostra o cenário e reage aos seus movimentos, como um “janela” para dentro do mundo do jogo. Aponte-o para alto e você verá a lua no céu, por exemplo. É bonito e mostra as habilidades da tela e do giroscópio integrado.

New Super Mario Wii U

Aqui não há muita coisa além de uma demonstração da capacidade do tablet de funcionar como um controle comum e substituto da tela da TV. Em relação à versão disponível no Wii, a principal diferença é que é possível jogar com seu Mii em vez de Mario, ou combinar Mario e vários Miis em partidas multiplayer.

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New Super Mario Wii U: seu Mii como personagem, na TV ou no controle

Chase Mii

Este é um jogo de gato e rato onde quatro jogadores usam Wiimotes tradicionais e acompanham a ação na tela da TV, enquanto perseguem um outro jogador que usa o tablet para controlar seu personagem, fantasiado de Mario.

Os quatro tem de correr atrás do “Mario” em um labirinto, seguindo as indicações de setas na tela. Este, por sua vez, tem que evitar ser pego, e para isso conta com a vantagem de um mapa na tela do tablet que mostra sua posição e a dos outros jogadores.

É uma boa demonstração de como é possível ter dois tipos de “jogos” diferentes rodando simultâneamente em mídias diferentes (a TV e o tablet) e ainda assim integrá-los em uma experiência divertida.

 


Battle Mii

Esta demo tem um conceito similar ao Chase Mii, mas é mais voltada à ação. Os jogadores com Wiimote, cujos Miis estão vestidos como a heroína Samus Aran da série Metroid, precisam perseguir e derrubar a tiros o personagem do jogador com o tablet, que está em uma nave sobrevoando o campo de jogo.

O usuário do tablet usa os joysticks analógicos para mover sua nave e o giroscópio para mirar. Como não há mapas na tela, o usuário do tablet tem a vantagem de poder subir e ver toda a arena e a posição dos adversários do alto, embora isso o torne um alvo fácil. É uma boa demonstração de quão divertido é jogar com um grupo de amigos no sofá. 

O que ainda não sabemos?

Não sabemos nada sobre os recursos online do sistema (embora a Nintendo prometa que eles serão “robustos”), quão boa será a compatibilidade com os jogos atuais e mesmo se será necessário (ou possível) usar mais de um dos novos controles ao mesmo tempo. O sistema só será lançado no ano que vem, o que nos deixa muito tempo para especular sobre o preço e outros recursos únicos que o sistema possa ter.

Há alguns rumores sobre o hardware, entre eles declarações de que o processador é baseado na arquitetura POWER7 da IBM, atualmente usada em servidores, com “um montão de RAM”. Já a AMD emitiu um press-release comemorando a parceira com a Nintendo na criação do console, onde diz que ele usa uma GPU “Radeon HD customizada”. Com isso a Nintendo repete a dobradinha IBM/AMD (ATI) das duas gerações anteriores: tanto o Wii como o GameCube tinham como base a mesma dupla.

O Wii U tem muito potencial, mas será que você precisa mesmo de outro (enorme) controle na mesa da sala? Estou disposto a dar à Nintendo o benefício da dúvida. Mas enquanto os outros consoles estão adotando controles menores, ou mesmo nenhum controle, a Nintendo está fazendo uma grande aposta com seu “tablet”.

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