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TV 3D sem óculos desenvolvida pela Toshiba repete velhos problemas

Aparelho, que será lançado até o fim do ano no Japão, tem preço alto e ângulo de visualização baixo.

PC World/US

04/10/2010 às 16h07

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A Toshiba deve se tornar uma das primeiras companhias a lançar uma TV 3D que não requer óculos especiais para a visualização dos efeitos. No entanto, o consumidor não deve ficar animado com a novidade, prevista para chegar em dezembro: os principais problemas desse tipo de aparelho – limitado ângulo de visão e preço alto – também estão no modelo da empresa, e, provavelmente, não serão eliminados tão logo.

Assim como as TVs 3D que já estão no mercado, no aparelho da Toshiba imagens ligeiramente diferentes são enviadas ao olho esquerdo e direito do telespectador. No entanto, a diferença está no modo como são tratadas; nas convencionais, elas são processadas pelos óculos, enquanto que, no produto japonês, elas vêm de diferentes ângulos e passam por uma tela lenticular com lentes de aumento. É um sistema muito parecido com o usado pelo console de videogame Nintendo 3DS, a ser lançado no começo de 2011.

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Ângulo e preço
Portanto, o telespectador deve estar em um raio específico em relação à tela para que a imagem chegue corretamente aos seus olhos. A Toshiba recomenda, quanto ao ângulo de visualização, até 40º (20º para cada lado) e, de distância, um metro para o modelo de 20 polegadas e 60cm para o de 12 polegadas. Em geral, as fabricantes conseguem melhorar esses números ao adicionar lentes à tela lenticular – o da Toshiba possui nove – mas não está claro o valor máximo que se poderia chegar.

O outro obstáculo é o preço nada convidativo. De acordo com a BBC, a TV de 12 polegadas custará 1400 dólares e a de 20 polegadas, 2800. Para efeito de comparação, neste momento é possível comprar uma Samsung 3DTV, de 50 polegadas, na Best Buy, com dois pares de óculos, por 990 dólares.

E o 2D?
Há um último possível problema, e este é grave: 2D Em janeiro passado, a Engadget testou um modelo que não precisava de óculos, o Magnetic3D, e verificou que as imagens nesse formato tradicional ficavam borradas. Ora, a não ser que o mundo decida que o noticiário da noite e as populares sitcoms ficam melhores em três dimensões, o 2D continuará valorizado. Não se sabe se a Toshiba incorrerá no mesmo erro, mas, se o fizer, seu produto deverá ser evitado – não por todo mundo, diga-se, já que, por enquanto, suas vendas se limitarão ao Japão.

Essas, entre outras, devem ser as razões que levaram a Samsung a desistir de lançar um aparelho similar, e que justificam a previsão do Instituto de Pesquisa Tecnológica de Taiwan de que TVs LCD 3D que não requerem óculos especiais só serão populares a partir de 2015.

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