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TV digital deve chegar ao RJ dentro de três meses, diz ministro Hélio Costa

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, espera que transmissões aconteçam a partir de abril, mas prazo depende das emissoras

Por Redação do IDG Now!

30/01/2008 às 11h02

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As empresas de televisão do Rio de Janeiro receberam a autorização do governo para operar com sinal digital. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, espera que as primeiras transmissões aconteçam a partir de abril, mas o prazo depende das próprias emissoras.

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“Nós começamos em São Paulo no dia 2 de dezembro. O cronograma nos traz para o início da TV digital no Rio de Janeiro, com a assinatura das consignações para as emissoras. Nos próximos 90 dias nós devemos ter a cara da TV digital no Rio. Até o final do ano nós devemos estar com todas as capitais transmitindo digitalmente.”

De acordo com o ministro, o prazo para que todas as cidades do país recebam o sinal digital é 2016. Mas só terá acesso à transmissão quem tiver um televisor digital ou comprar um aparelho conversor para ser acoplado na TV antiga.

O ministro Hélio Costa afirmou que o preço do conversor - um equipamento parecido com o receptor de TV a cabo - deve custar cerca de R$ 200. “Nós devemos lançar, até o final de fevereiro, aqui no Rio de Janeiro, o conversor da TV digital a R$ 230, com todos os instrumentos capazes de pegar a imagem em alta definição, com o sistema operacional Ginga (desenvolvido no Brasil), o que vai permitir a interatividade.”

Em São Paulo, a primeira cidade brasileira a receber o sistema de TV digital em 2 de dezembro do ano passado, já existem cerca de 700 mil televisores aptos à nova tecnologia, segundo Hélio Costa. “Todos os televisores e conversores disponíveis no mercado para receber a televisão de alta definição foram vendidos e estão esgotados.”

O ministro disse que na capital paulista já é possível captar televisão no telefone celular, sem pagar nada por isso, embora lamente que só haja um modelo de aparelho no mercado brasileiro capacitado para isso.

Hélio Costa contou que no Japão, onde já existem mais de 4 milhões de celulares captando sinal de televisão, os horários de pico de audiência estão mudando, pois as pessoas começaram a assistir a programação televisiva durante o trajeto para o trabalho ou para casa e na hora do almoço, em vez de somente à noite, como é tradicional em quase todos os países do mundo.

Sobre a demora do Japão na instalação de uma fábrica de semicondutores, que faria parte da negociação que definiu pela  utilização da tecnologia japonesa na televisão digital brasileira, Hélio Costa afirmou que isso nunca foi um condicionante, nem há obrigação daquele país.

“O fato é que tem que existir uma demanda de mercado brasileira e latino-americana para a instalação de uma fábrica de semicondutores. Não é apenas um desejo de governo que faz isso. Nós estamos provando para os japoneses que existe no Brasil esse mercado.”

O sinal digital melhora a imagem, que fica livre de fantasmas e chuviscos, e permite que a pessoa interaja com a programação, podendo saber mais informações sobre os programas e até mesmo fazer compras usando apenas o controle remoto.

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