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TV via satélite ilegal leva programas internacionais às massas na China

O país apresentou novas regulamentações para combater o crescente mercado negro de receptores internacionais.

IDG News Service

23/04/2010 às 10h51

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O mercado ilegal de TV via satélite está ganhando espaço na China conforme a classe média cresce na região, trazendo canais estrangeiros como CNN e MTV para um público muito maior do que o permitido pelo governo.

A TV via satélite é legal apenas para telespectadores selecionados. Conteúdos classificados como pornográficos, violentos ou ameaça aos interesses do Estado são proibidos, impondo um limite potencial para uma série de programações internacionais. Agências de notícias, como a CNN e a BBC, por exemplo, não têm medo de transmitir críticas ao governo chinês, algo que acarretaria em uma punição severa para uma emissora local. Apesar de todas as regras, antenas parabólicas que captam esses e outros canais internacionais- como a ESPN e a HBO - têm se tornado mais populares entre os chineses. 

Em 2008, na China, foram vendidas mais de dez milhões de antenas parabólicas com receptores de sinais internacionais do padrão DVB-S (Digital Video Broadcasting-Satellite), de acordo com a pesquisadora de mercado iSuppli.

“A princípio, esse mercado é proibido”, afirmou a analista da iSuppli, Horse Liu.

Enquanto isso, os consumidores urbanos também estão comprando antenas que recebem programação chinesa doméstica gratuita. Esses aparelhos, desenvolvidos para substituir a TV a cabo em áreas rurais sob uma iniciativa do governo, são tecnicamente proibidos em cidades, segundo o analista de mercado da In-Stat, Michael Qjang Zhang. Elas são populares porque permitem aos moradores urbanos receber todos os canais sem ter que pagar taxas de assinatura, afirmou Zhang.

Cerca de 40 milhões de unidades destas antenas foram vendidas em 2009 na China, segundo a iSuppli.

O órgão regulador de transmissões da China apresentou neste mês regras que parecem combater o aumento de ambos os tipos de TV de satélite. Os regulamentos obrigam as companhias que instalam o equipamento de satélite a operar sob um sistema que monitora todas as antenas vendidas no país e proíbem equipamentos de recepção de satélite em mercados abertos.

Regras anteriores já restringiam acesso internacional de TV a notícias, organizações de pesquisa científica ou educacional e hotéis com muitos hóspedes estrangeiros.  

Os novos regulamentos podem ter pouco efeito. O órgão regulador de Administração de Rádio, Filme e Televisão da China, não tem poder sobre os setores do governo para reforçar essas regras em toda a nação, afirmou Zhang.

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