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Um ano de iPad – Como a Apple sacudiu o mercado de computadores

Leve e fácil de usar, o equipamento vendeu 15 milhões de unidades em nove meses e já pode ser encontrado até em barracas de cachorro-quente

Redação da Macworld Brasil

05/04/2011 às 16h42

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Há pouco mais de um ano, ninguém tinha um iPad. Mas o sucesso do equipamento foi tão grande que parece que ele está no mercado há muito tempo.  Lançado em 3/4 de 2010, o tablet da Apple vendeu cerca de 15 milhões de unidades em apenas nove meses, criando uma nova e cobiçada categoria de produto de tecnologia.

Nas palavras de Steve Jobs, no dia do anúncio do equipamento,  ele “era um produto revolucionário”. E  realmente mudou a forma como as pessoas interagem com os computadores. Hoje, os tablets já vendem tanto que são responsáveis pela redução na receita dos fabricantes de PCs tradicionais. Nos Estados Unidos é possível encontrar o iPad nas escolas, nos programas de TV, nos hospitais e até mesmo em barracas de lanche.

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Carro de lanches usa o iPad como máquina de cartão de crédito: nos EUA ele está em todos o lugares

Em 2010, segundo o Gartner, 17,6 milhões de tablets foram comercializados, ao valor médio de 543 dólares. Já para este ano, a Gartner espera a distribuição de 69,5 milhões de unidades, a 423 dólares em média.  E esse custo deverá cair para 300 dólares em 2013, chegando a 263 dólares em 2015, ano em que serão vendidos nada menos que 295 milhões de tablets.

Segundo Steve Wozniak, cofundador da Apple, os tablets são o ápice do
que Steve Jobs queria criar na Apple desde o começo, em 1976. Em uma
palestra no Storage Networking World em Santa Clara, na Califórnia,
Wozniak foi questionado sobre como os tablets mudariam a indústria da
computação. Ele os comparou com as TVs.

“O tablet não é necessariamente para as pessoas desta sala”, disse
Wozniak à plateia formada por engenheiros da indústria de armazenamento.
“É para as pessoas comuns do mundo.” “Eu penso que Steve Jobs tinha
essa intenção desde o primeiro dia de funcionamento da Apple, mas foi
difícil chegar lá porque tínhamos de passar por vários passos em que
você se conectava às coisas, e os computadores foram evoluindo até onde
eles poderiam chegar...  Eletrodomésticos comuns de consumo”, afirmou.

O mais curioso é notar que o tablet não é um conceito novo. Já havia no mercado notebooks que tinham esse recurso de tela sensível ao toque. A diferença é que a Apple conseguiu tornar o produto mais leve, atraente e acessível (pelo menos nos EUA) com uma interface muito fácil de usar. Isso, somado à grande capacidade da empresa de fazer barulho com seus lançamentos, deu o pontapé inicial no mercado de tablets.

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Jobs anuncia o primeiro iPad: equipamento inaugura um filão e se torna o "produto a ser copiado" pelos concorrentes

Enquanto os concorrentes se esforçavam para lançar um produto capaz de competir com o primeiro iPad (que foi responsável por cerca 73% das vendas do setor no último trimestre de 2010, segundo a IDC), a Apple nem esperou pelo primeiro aniversário do produto para atualizá-lo e botar mais pressão na concorrência. Lançado no dia 11/4 nos Estados Unidos e no dia 25/4 em mais 25 mercados, ele chegou com direito a grandes filas e com falta do produto.

As vendas do iPad 2 durante o primeiro fim de semana, segundo analistas (a Apple, que adora segredos, não divulgou esses dados) foram meteóricas, com aproximadamente 500 mil tablets vendidos, em sua maioria para clientes que nunca tiveram o aparelho, de acordo com a Piper Jaffray, empresa independente de pesquisa de mercado. As vendas do novo dispositivo da Apple foram 67% superiores, comparadas ao lançamento da primeira versão do aparelho, que alcançou 300 mil unidades comercializadas.

Esse comportamento reforça o domínio da Apple nas vendas de tablets, já que donos do primeiro iPad estão migrando para a versão mais nova, e não para outros tablets, como o Xoom da Motorola, que possui sistema Android. 

A Piper Jaffray afirmou que passou todo o fim de semana entrando em contato com lojas com Best Buy, Target e as próprias Apple Stores perguntando a respeito da disponibilidade do iPad 2, e acabou descobrindo que, na maioria dos locais, o produto estava esgotado. “Não conseguimos encontrar nenhuma disponibilidade”, escreveu Gene Munster, um dos analistas da empresa. 


Ao entrevistar 236 possíveis compradores do iPad 2 que estavam na fila das Apple Stores em Nova Iorque e Mineápolis, a Piper Jaffray determinou que aproximadamente 70% dos compradores não possuíam o tablet original, sugerindo o crescimento de uma nova base de compradores.

Ainda é cedo para saber se a nova versão vai conseguir superar os resultados do primeiro modelo. Mas, seja como for, o iPad já deixou sua marca na história da Apple, como um dos maiores sucessos da companhia, ao lado do iPod e do iPhone.

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