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Um smartphone, duas telas. Conheça o YotaPhone

Conceito inovador facilita o acesso às informações sem prejudicar a duração da bateria, e pode fazer sucesso entre os consumidores.

Jon Gold, Network World EUA

24/01/2013 às 13h31

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Se você acompanha com atenção o mercado de smartphones Android, provavelmente já ouviu falar do YotaPhone. Projetado na Rússia, este aparelho tem uma tela traseira monocromática, com tecnologia e-Ink, além da tradicional tela LCD frontal sensível ao toque. É um recurso aparentemente simples que pode surpreender muita gente - não apenas os fãs de Android - quando o aparelho chegar ao mercado neste ano.

Durante a CES 2013 nos encontramos com o CEO da Yota Devices, Vladislav Martynov, e seu COO Lau Geckler, que nos apresentaram sua criação.

Fora a tela de e-Ink, o YotaPhone se parece com qualquer outro smartphone Android topo de linha recente. É baseado em um processador Qualcomm MSM8960, o mesmo de aparelhos como o Nokia Lumia 920, tem 2 GB de RAM e 32 GB de memória interna, câmeras frontal e traseira e é capaz de se conectar a redes 4G.

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Roda uma versão praticamente intacta do Android Jelly Bean. Não é o aparelho mais fino do mundo, mas é confortável na mão e não é muito pesado. Pareceu ágil e mostrou bom desempenho durante o pouco tempo que tive para brincar com ele, com poucas surpresas para qualquer um familiar com o Android 4.1 rodando em bom hardware.

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YotaPhone: Android 4.1 e uma segunda tela de "papel eletrônico" (e-Ink) na traseira

Mas é a segunda tela que é a principal atração. Há um painel sensível ao toque no mesmo lado que ela que permite ao usuário escolher o que será mostrado. Vi desde simples relógios e previsão do tempo a feeds do Twitter e um contador que dizia “18 dias desde que fumei meu último cigarro”. Para espelhar uma imagem na tela traseira, basta deslizar dois dedos do topo para o fundo da tela principal. Pode ser necessário um pouco de tempo para se acostumar com o conceito, mas brincar com ele é fácil o suficiente.

Há muitos motivos para colocar uma tela de e-Ink no aparelho, de acordo com Matynov e Geckler, mas a maioria deles se resume a autonomia de bateria e acessibilidade da informação.

“Analisamos o que mais desaponta os usuários nos smartphones atuais, e notamos que há alguns problemas. Um deles é que por causa de algumas limitações, especialmente na bateria, o aparelho está sempre desligado”.

Ou seja, a maioria dos aparelhos mantém o conteúdo mais distante do usuário que o necessário. Se você tem uma foto de sua filha como papel de parede, por exemplo, só pode vê-la por alguns minutos durante o dia, quando a tela está ligada. Da mesma forma, nota Martynov, uma mensagem de texto enviada para um iPhone só está visível por alguns segundos antes que seja necessário desbloquear o aparelho e abrir o app de mensagens.

A tela de e-Ink é a solução da YotaPhone para este problema. A tecnologia não consome energia, a não ser para trocar a imagem mostrada, então manter o conteúdo favorito do usuário sempre visível na segunda tela, seja uma foto ou as últimas mensagens numa rede social, não “custa nada” em termos de autonomia de bateria.

O YotaPhone será oficialmente apresentado durante o Mobile World Congress em Barcelona, no fim de fevereiro. A fabricante está em busca de parceiros entre as operadoras para um lançamento nos EUA, algo que não deve acontecer antes do final do ano. 

“A vantagem que temos é que temos produtos prontos”, nota Geckler, se referindo à linha de equipamentos de rede com tecnologia 4G produzida pela empresa. “ e somos bastante conhecidos entre as operadoras por nossa experiência em TI. Isso nos ajuda a estabelecer um diálogo”.

Martynov não informou um preço, mas afirmou que o YotaPhone será “competitivo” com outros aparelhos Android topo de linha.

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