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Universidade de Boston processa Apple por violação de patente

Entidade tem histórico de processos contra empresas de TI. Universidade pede indenização à Apple. Patente afeta o iPhone 5, iPad e Macbook Air

John Ribeiro, IDG News Service

05/07/2013 às 16h46

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A Universidade de Boston está tentando proibir a Apple de vender alguns de seus produtos, além de exigir uma indenização por suposta violação de uma patente de semicondutores registrada por um professor da universidade.

A patente pertence a Theodore D. Moustakas, professor de engenharia elétrica e informática da instituição, e foi registrada em novembro de 1997. Ela refere-se ao funcionamento de um semicondutor eletrônico e foi citada pelos administradores da universidade, de acordo com processo aberto junto ao Tribunal do Distrito de Massachusetts (EUA).

Muitos dos produtos da Apple - incluindo o iPhone 5, iPad e MacBook Air - possuem um dispositivo semicondutor com uma fina película de nitreto de gálio reivindicada pela patente e, portanto, segundo o processo violam uma ou mais reivindicações do documento, de acordo com a denúncia feita na terça-feira. 

No entanto, não foi especificado onde, em seus produtos, a Apple infringe a patente que parece ter relação com LEDs. A patente é intitulada "finas películas monocristalinas altamente isolantes de nitreto de gálio", e foi concedida em novembro de 1997.

A universidade quer que o tribunal proiba a Apple de "fazer, vender, ou oferecer para venda, distribuir e/ou utilizar produtos" que infringem a patente. Ela também está pedindo uma prestação de contas de todos os ganhos, lucros e vantagens que a Apple teve com a infração, e exige uma compensação adequada. Segundo analistas, é difícil que venha a ganhar o processo, mas se um juiz achar que a Apple tem dinheiro demais ele pode exigir que a empresa pague algum reembolsopara a universidade Nesse caso o acordo poderia envolver a soma de até US$ 75 milhões, disse o analista Roger Kay ao jornal Boston Herald.

A Universidade de Boston já tem histórico de processos anteriores contra pelo menos oito empresaspor violação de patentes, incluindo a Amazon.com e a Samsung Electronics. 

No caso da Amazon, a entidade alegou, em maio deste ano, que alguns monitores do e-reader Kindle Paperwhite e o tablet Kindle Fire, ambos pertencentes à Amazon, infringiram suas patentes, depois de não conseguir uma cláusula do fornecedor Seoul Semiconductor para proteger seus clientes de processos de violação.

No processo contra a Samsung Electronics, a universidade alegou que o produto LED da empresa infringiu uma ou mais reivindicações de sua patente. O processo, aberto em março, também alegou que os dispositivos semicondutores da Samsung infringiram outra de suas patentes relacionadas a um método de fabricação de dispositivos semicondutores.

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