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Usuário de iPhone processa operadora nos EUA por cobranças “turbinadas”

Patrick Hendricks acusa a AT&T de inflar em até 300% o volume de dados cobrados; empresa afirma que irá se defender "vigorosamente"

PC World/EUA

01/02/2011 às 16h19

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A operadora AT&T tem cobrado “sistematicamente” os donos de iPhone e iPad nos EUA com planos de dados “inchados”, inflando a quantidade de dados baixados e adicionando “tráfego fantasma”, segundo um processo contra a empresa norte-americana feito por Patrick Hendricks na Califórnia. Em resposta, a AT&T afirmou que irá lutar “vigorosamente” contra o processo.

Na acusação, Hendricks afirma que uma “parte significativa” do 1,1 bilhão de dólares de ganhos de receita em serviços wireless que a operadora registrou no último trimestre foi obtido a partir de supostas cobranças falsas.

O advogado de Hendricks pediu para que o juiz responsável dê ao processo o status de ação de classe, que se aprovado, abriria o caso para milhões de usuários de iPad e iPhone nos Estados Unidos.

Citando evidências obtidas por uma empresa de consultoria contratada pelos representantes de Henricks, o processo afirma que a AT&T regularmente exagera os dados consumidos entre 7% e 14% e que em alguns casos essa prática pode chegar a até 300%.

“O sistema de cobrança da AT&T para transações de dados de iPhone e iPad é como uma bomba de gasolina modificada que cobra por um galão inteiro quando abastece apenas nove décimos de um galão no tanque do seu carro”, diz a acusação.

O processo de Henricks também alega que a operadora cobra por transferências de dados inexistentes. Durante um período de 10 dias, a mesma empresa de consultoria descobriu que a AT&T cobrava uma nova conta de iPhone por aproximadamente 2,2MB de transferência de dados, apesar de o smartphone estar com todos os serviços de notificação e localização desabilitados, sem conta de e-mail configurada e com nenhum aplicativo ativo.

Henricks utiliza o plano de dados de 15 dólares da AT&T, que o permite consumir 200 MB de dados mensalmente, mas exige que ele pague uma taxa adicional do mesmo valor do plano para cada 200 MB utilizados acima do limite.

Ele afirma ter sido cobrado por 15 dólares a mais no último outono,  quanto seu uso de dados foi de 223MB – cerca de 10% acima do limite do seu plano.
“Muitas dessas cobranças eram transações de dados fantasmas que nunca aconteceram ou nunca foram iniciadas ou realizadas pelo Sr. Hendricks”, diz o processo. “

E Hendricks não é o único a reclamar de cobranças misteriosas de dados da operadora, que por muito tempo teve exclusividade nos planos 3G dos aparelhos móveis da Apple.

“Era o penúltimo dia do ciclo da minha conta e eu tinha usado 150 MB dos 200 MB disponíveis”, disse um usuário identificado como MoodyMare 11 em um fórum de suporte da Apple em 2/1 deste ano. “Mas quando acordei pela manhã, recebi uma mensagem informando que eu havia usado 100% dos meus dados e que agora estava sendo cobrado pelo extra. Eu sei que aplicativos podem sugar dados, mas 50 MB literalmente da noite para o dia?”

Depois o usuário continua: “hoje eu não usei nenhum dado, apenas meu telefone na rede Wi-Fi. Aí chequei o aplicativo wireless apenas por curiosidade. E ele dizia que eu tinha usado 17 MB no dia. O que é isso?”

Quando questionado para comentar o processo de Hendricks, um porta-voz da AT&T disse que “nós soubemos da acusação apenas recentemente, mas posso te dizer que pretendemos nos defender vigorosamente. Cobrança correta e transparente é uma das maiores prioridades da AT&T.”

Ao contrário de vários outros processos de usuários de iPhone contra a AT&T, a Apple não foi citada na acusação de Hendricks.

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