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Veja o que importa na hora de comprar um smartphone

Velocidade do processador e câmeras sofisticadas estão ganhando cada vez mais destaque nas fichas técnicas dos smartphones. Mas estes não são os fatores mais importantes na escolha de um novo aparelho.

Ginny Mies, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

27/06/2011 às 18h43

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Nota do Editor: esta é uma reedição de uma matéria originalmente publicada em 2011. Modificamos nossas recomendações de acordo com o que os usuários esperam e o que os fabricantes oferecem em 2012.

Quem procura um novo smartphone pode facilmente se confundir em meio à guerra de especificações técnicas travada pelos fabricantes. Escolho um modelo com processador Single-Core ou Dual-Core? Com ou sem saída HDMI?

Mas na prática os smartphones atuais não passam de grandes “telas”, e o que importa é o quão bem seus aplicativos, fotos e vídeo irão aparecer nelas. Aqui mostramos quais as características que você pode ignorar, quais são importantes em determinadas situações, e quais você deve procurar em seu próximo aparelho.

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O que realmente importa

A tela: se você pretende navegar na web, editar documentos ou compor e ler muitos e-mails e mensagens de texto, precisa de uma tela com tamanho suficiente. Para os usos que citamos, por exemplo, qualquer tela menor do que 3.5 polegadas vai parecer “apertada”. 

Leve em consideração também a resolução da tela. Quanto maior a resolução, mais conteúdo caberá nela, e maior será a nitidez de vídeos e fotos. No caso de smartphones Android uma tela 480 x 800 pixels é o mínimo aceitável em aparelhos modernos. Telas de resolução ainda mais alta, como as telas HD de aparelhos como o Samsung Galaxy S III e Motorola RAZR HD, são ideais para assistir vídeo e jogar.

A tecnologia usada na tela também pode fazer diferença. Telas AMOLED ou Super AMOLED tem alto brilho, contraste sem igual e excelente nitidez e ângulo de visão, o que as tornam ideais para filmes. Entretanto, há quem ache que as cores ficam saturadas demais.

O sistema operacional: Pode parecer um detalhe técnico demais, mas o sistema operacional do seu smartphone influencia a experiência de uso, já que determina quais os "apps" que você poderá usar. E os "apps", sejam para fotografia, jogos ou redes sociais, são justamente um dos principais motivos para ter um smartphone moderno.

Se você está de olho em um iPhone, não tem com o que se preocupar. A única opção é o iOS, e todos os aparelhos atualmente no mercado podem ser facilmente atualizados para a versão mais recente do sistema, a 6. No caso dos Android, prefira aparelhos com a versão 4 (também conhecida pelo codinome "Ice Cream Sandwich", ou ICS) ou mais recente: além da interface melhor, com ela você tem acesso a apps exclusivos como o navegador Google Chrome, que não rodam em versões anteriores.

Ainda é possível encontrar no mercado aparelhos com a versão 2.1 ou 2.2 do sistema, evite-os a todo custo. E não compre nenhum smartphone Android com um sistema "antigo" confiando em uma promessa de atualização feita por um fabricante. Elas podem demorar a acontecer, e às vezes nem se concretizar, deixando os usuários frustrados.

Já no Windows Phone, novamente há uma única opção: todos os aparelhos atualmente no mercado nacional rodam o Windows Phone 7.5. Mas no momento não recomendamos nenhum aparelho com este sistema, já que a própria Microsoft o abandonou e está concentrando seus esforços no Windows Phone 8. Aparelhos com a versão 7.5 não poderão ser atualizados, e a tendência é que com o tempo os desenvolvedores a abandonem, deixando os usuários com um catálogo de apps estagnado.

Autonomia de bateria: de que adianta ter uma Ferrari se a gasolina acaba antes de você chegar à esquina? É a mesma coisa com os smartphones. O problema é que a autonomia de bateria de um aparelho moderno é uma coisa difícil de medir, já que depende de inúmeros fatores como o brilho da tela, quais aplicativos estão sendo usados, se o aparelho está conectado a uma rede 3G ou não, se o Wi-Fi ou GPS estão ligados, etc.

Os fabricantes informam números como “300 horas em espera, 7 horas em conversação”, mas eles são obtidos em laboratório, raramente correspondem à realidade e é difícil traduzí-los para os parâmetros modernos de uso. 7 horas de conversação equivalem a quantas horas de navegação na web, de música ou de Angry Birds?

Aqui, o que você precisa é fazer uma pesquisa. Consulte reviews em sites como a PCWorld, que testam os aparelhos em condições do mundo real, e as opiniões de quem já comprou o aparelho em lojas online.

O aparelho ideal tem ao menos 10 horas de autonomia “real”, o suficiente para um dia típico de trabalho sem precisar de uma recarga no meio do caminho. Ainda assim, o seu dia típico provavelmente é diferente do meu, o que irá influenciar a autonomia. Por isso a importântica da pesquisa, para ter uma idéia geral de como o aparelho se comporta sob vários perfis de uso.

O fato é que smartphones modernos consomem muita energia, e você nunca irá encontrar um modelo como os velhos celulares Nokia com telinha monocromática que duravam quase uma semana fora da tomada. Manter um carregador ou cabo USB extras na bolsa é uma boa idéia, especialmente se você é um “heavy user”.

O que às vezes importa

Porta HDMI: ligar o smartphone diretamente a uma TV de alta-definição parece uma boa idéia, mas a não ser que você tenha uma coleção de filmes em HD na memória do aparelho, um cabo para ligá-lo à TV (às vezes ele é vendido separadamente) e uma TV de alta-definição, não se preocupe com este recurso. Ele é interessante para os cinéfilos, mas supérfluo para a maioria das pessoas.

Muitos “megapixels” na câmera: quando o assunto é qualidade de imagem a resolução do sensor não é tão determinante quanto muita gente pensa. Ótica (a qualidade da lente), desempenho do sensor e o software que faz o processamento das imagens podem ter uma influência muito maior. Já vimos fotos tiradas com um smartphone com sensor de 5 Megapixels que ficaram muito melhores que as feitas com uma câmera digital de 8 Megapixels. 

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Esta foto foi feita com um smartphone com câmera de 5 MP (Clique para ampliar)

Se você vai ver as fotos no próprio smartphone, compartilhá-las via e-mail e MMs ou publicá-las no Facebook ou Orkut depois de aplicar efeitos com o Instagram ou Hipstamatic, um aparelho com câmera de 12 Megapixels é exagero tanto em resolução quanto em tamanho de arquivo. 

Ainda assim, na hora da compra prefira smartphones com câmeras de pelo menos 5 Megapixels e flash, já que isso dá mais flexibilidade na hora de manipular as imagens, especialmente se você usa seu smartphone como sua câmera principal. 

Velocidade e quantidade de núcleos: processadores com múltiplos núcleos, antes um luxo restrito apenas aos aparelhos mais caros e sofisticados, estão se tornando comuns mesmo nos modelos de entrada. Mas a não ser que você pretenda rodar dezenas de aplicativos simultâneamente ou jogar jogos com gráficos 3D extremamente sofisticados, não precisa de um monstro com um processador de quatro núcleos a 1.7 GHz. Para web, redes sociais e jogos casuais, a maioria dos usuários ficará plenamente satisfeita com um aparelho com um processador dual-core de 1 GHz como o Samsung Galaxy S II Lite, que hoje pode pode ser encontrado por menos de R$ 1.000.

Teclado físico: um teclado pode ser uma boa opção para quem digita muitas mensagens e e-mails, mas sua simples presença não é satisfação garantida. Experimente o aparelho antes, já que muitas vezes as teclas podem ser duras ou pequenas demais, especialmente para quem tem mãos grandes.

Um bom teclado virtual, como o “Swype” incluso em muitos aparelhos Android ou o SwiftKey 3 encontrado no Google Play, pode acabar sendo mais útil que um teclado real apenas mediano. Especialmente em aparelhos com telas de 4 polegadas ou mais.

O que não importa

Redução de ruído: alguns aparelhos tem tecnologia de “redução de ruído” que supostamente elimina o ruído de fundo na ligação, o que parece ser útil se você costuma fazer chamadas em locais movimentados. Mas em nossos testes práticos, notamos que em geral esta tecnologia tende a tornar sua voz “metalizada” para quem está do outro lado da linha, e às vezes abafa de forma estranha a voz de seu interlocutor. 

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