Home > Dicas

Veja o que importa na hora de comprar uma TV de alta-definição

Quanto o assunto são TVs, tamanho é documento. Mas isso não significa que maior seja sempre melhor.

Patrick Miller, PCWorld EUA e Rafael Rigues, PCWorld Brasil

08/07/2011 às 13h34

Foto:

Nota do Editor: esta é uma reedição de uma matéria originalmente publicada em 2011. Modificamos nossas recomendações de acordo com o que os usuários esperam e o que os fabricantes oferecem em 2012.

Fabricantes de TVs adoram alardear números impressionantes, como taxa de contraste e tempo de resposta. Mas geralmente é difícil entender exatamente o que estes termos significam, e algumas vezes é impossível compará-los com os números de uma TV de um concorrente. Então, na hora de comprar uma TV, concentre-se em encontrar um modelo com o tamanho certo para a sua casa.

Leia também
» Veja o que importa na hora de comprar um eletrônico

O que realmente importa

Número de portas: Uma TV sozinha não é lá muito útil. Ela fica muito melhor ligada a um player de Blu-ray, videogame de última geração e TV a cabo. Para isso você precisa de portas onde plugar todos estes aparelhos. A TV ideal deve ter ao menos três portas HDMI (uma para o Blu-ray ou DVD, uma para o videogame, uma para a TV a cabo), uma porta video-componente (para consoles como o Nintendo Wii ou DVD Players sem HDMI) e uma porta A/V (para aparelhos mais antigos).

Portas USB também são comuns, e permitem às TVs mostrar fotos e tocar vídeos e músicas armazenados em pendrives. Se você pretende usar este recurso verifique quais os formatos de arquivo são compatíveis, para não ter surpresas desagradáveis na hora de colocar toda a família em frente à TV para mostrar os vídeos das férias.

Tamanho: isso é realmente importante, mas não do jeito como você está pensando. A maioria das pessoas quer a maior TV que podem comprar, mas se sua sala de estar não tiver o espaço necessário entre a tela e o sofá, você pode acabar com uma qualidade de imagem inferior. Ou seja, sua mãe estava certa: não se deve sentar muito perto da TV, já que em telas grandes é possível ver as linhas que compõem a imagem. É como sentar lá na primeira fila no cinema.

O cálculo da distância ideal não é complexo. Primeiro converta o tamanho da tela em polegadas para centímetros, multiplicando ele por 2,5. Ou seja, uma tela de 42 polegadas tem 105 cm. Depois, multiplique esse valor levando em conta a resolução da tela, HD (720p) ou Full HD (1080p). Uma TV HD deve ter o valor multiplicado por 3, ou seja, a distância ideal do sofá até a tela é de 3 metros e 15 cm. Já nos modelos Full HD, multiplique por 2. Nesse caso, a distância ideal deveria ser de 2 metros e 10 centímetros.

O que às vezes importa

Taxa de atualização: é a velocidade com que a TV redesenha a imagem na tela, e no geral só se aplica a TVs LCD. A diferença entre uma TV com taxa de atualização de 60 Hz para uma de 120 Hz é tremenda, mas além disso ela não importa muito. Já vimos TVs de 120 Hz ganharem de modelos de 240 Hz em nossos testes de movimento, porque a interpolação de quadros usada nos modelos de 240 Hz cria artefatos que causam um “engasgo” no movimento.

Apps e "Smart TV": boa parte das TVs atuais são "Smart TVs", ou seja, podem rodar apps que vão desde notícias e previsão do tempo ao acesso a serviços de streaming de vídeo como o YouTube, Netflix e Crackle. Para nós as apps não são um recurso essencial, mas não fazem mal se estiverem presentes, especialmente se você já é assinante de um serviço compatível (como o Netflix). Sua opinião pode variar. 

Para tirar bom proveito das apps, especialmente o streaming de vídeo, é necessária uma boa conexão de banda larga em casa. Verifique a forma como a TV é conectada à rede: algumas necessitam de um cabo de rede, outras usam Wi-Fi, e entre estas algumas tem Wi-Fi integrado, e outras precisam de um adaptador vendido separadamente que nem sempre é barato ou fácil de encontrar.

3D: Outro recurso que é legal de ter, mas não é absolutamente essencial. Para tirar proveito do 3D você precisa de um player de Blu-ray capaz de reproduzir filmes em 3D, dos discos com os filmes, e de um par de óculos 3D para cada membro da família que quiser assistir. Ou seja, o investimento é alto. E não se empolgue com a conversão de 2D para 3D que muitos modelos oferecem. Este recurso nem sempre funciona direito e o resultado, em vez de uma imagem mais realista, pode ser literalmente uma dor de cabeça.

Mas se 3D é a sua praia investigue quanto custam os pares extras de óculos, para não ter uma surpresa desagradável. A linha Cinema 3D, da LG, usa óculos com tecnologia passiva, sem componentes eletrônicos integrados, que são os mais baratos e mais leves atualmente no mercado.

O que não importa

Taxa de contraste: na teoria esta medida indica a diferença entre o tom mais escuro e o mais claro que a TV consegue reproduzir, já que para nós imagens com alto contraste parecem mais realistas. Infelizmente, os fabricantes fazem a medida por conta própria, sem nenhuma padronização nos testes. Portanto, a taxa de contraste não pode ser considerada nem de longe um indicador confiável da qualidade de imagem de uma TV.

Tempo de resposta: é o tempo que a TV leva para “mudar” um pixel de uma cor para outra, como de preto para branco e depois preto de novo, ou de um tom de cinza para outro. Um menor tempo de resposta evita o efeito de “borrão” ou “fantasma” em imagens com objetos em movimento.

Entretanto, a não ser que você leia as letrinhas miúdas, não fica claro qual medida o fabricante está anunciando (a transição preto-branco-preto no geral leva duas vezes mais tempo do que cinza-cinza). E hoje em dia a maioria das TVs tem um tempo de resposta bom o suficiente para que você não precise se preocupar com isso.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail