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Venda de celular 3G na América Latina deve superar EUA e China

Segundo a fabricante de chips Qualcomm, em dois anos vendas de aparelhos na região ultrapassarão as duas maiores economias.

Fabiana Monte, da Computerworld

12/08/2009 às 15h15

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Nos próximos dois anos, as vendas de celulares de terceira geração (3G) na América Latina vão superar o número de aparelhos comercializados em mercados como China, Índia, Estados Unidos, Canadá e Japão. É o que mostra uma compilação de previsões de consultorias de mercado apresentada pela fabricante de chips Qualcomm nesta quarta-feira (12/8), em São Paulo.

Em 2011, a América Latina atingirá vendas de 46 milhões de celulares, contra 43 milhões de unidade no Canadá e Estados Unidos; 29 milhões da China; 28 milhões da Índia e 35 milhões do Japão. De acordo com a vice-presidente executiva das Américas e Índia da Qualcomm, Peggy Johnson, o forte crescimento da região justifica-se pelo tamanho da sua população e pela maior competitividade deste mercado, frente a outros, em todo o mundo.

Neste cenário, o Brasil é o principal jogador, com 32% de participação de mercado de aparelhos celulares e mais de 50% do total de assinantes de terceira geração da América Latina.

O crescimento do mercado latino-americano de celulares deve ocorrer mais em função da substituição de aparelhos do que pela adição de novos assinantes. Em 2011, 87% das vendas terão como fim a troca de telefones.

Além disso, essa reposição será feita, preferencialmente, por modelos de terceira geração, avalia a executiva da Qualcomm. Segundo ela, esta tendência ganhará mais força ao longo dos anos, chegando a 93% em 2014. "Estamos em um momento de transição da segunda geração para a terceira", afirma Peggy.

Em uma perspectiva mundial, a fabricação de telefones 3G ultrapassará a produção de modelos da chamada segunda geração já em 2010. E as nações emergentes representarão mais de 70% do total de usuários de serviços móveis em 2012. Um desafio para que a adoção de terceira geração seja ainda mais rápida é a redução de preços de aparelhos compatíveis com a tecnologia, o que deve começar a acontecer do próximo ano nos países da América Latina, Índia e China.

Peggy se diz otimista em relação ao panorama futuro do mercado, com os sinais de recuperação que o setor apresentou no segundo trimestre do ano, apesar de análises indicarem que haverá retração nas vendas em relação ao ano passado. "Estamos vendo alguma melhoria e ela está vindo dos mercados emergentes. Estar conectado é uma demanda mundial", diz a executiva.

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