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Vendas de iPhones despencam 40% no Brasil, aponta Gartner

Com preços nas casas dos milhares de reais, smartphones da empresa fecharam trimestre com 498 mil unidades comercializadas no país, bem atrás dos rivais.

Luiz Mazetto

26/07/2016 às 17h04

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Acompanhando os números da Apple no mundo, as vendas de iPhone no Brasil caíram significativamente no primeiro trimestre de 2016, quando foram comercializados cerca de 500 mil unidades do aparelho da fabricante no país, 40% a menos do que os 830 mil celulares comercializados no mesmo período do ano passado, segundo dados da consultoria Gartner (veja tabela abaixo).

Com esse número, a Apple viu sua participação no mercado brasileiro de smartphones diminuir e ficar abaixo dos 5%, deixando-a ainda mais longe de rivais como Samsung, LG e Lenovo, que, vale notar, possuem portfólios muito maiores de celulares, que vão do básico ao top de linha.

A queda da Apple no país chama a atenção não apenas por ser um número significativo, mas por ficar acima da média geral do mercado, que também foi mal no período, com uma diminuição geral de 25% entre os Q1s de 2015 e 2016, quando as vendas despencaram de 14,2 milhões para 10,6 milhões de unidades, respectivamente.

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Até mesmo a Samsung, que continua líder com folga do mercado no Brasil e ampliou seu domínio no trimestre, viu seus números caírem 9% no trimestre, quando registrou 4,495 milhões de celulares no país nos três primeiros meses de 2016 - em relação aos 5,3 milhões dos primeiros meses do ano anterior.

Em seguida, na segunda colocação, aparece a Lenovo (agora também com os aparelhos da linha Moto, que eram da Motorola), com 2,06 milhões de smartphones vendidos no trimestre, bem mais do que a BLU, que cresceu e registrou 1,2 milhão de vendas no período.

Em quarto lugar, logo antes da Apple, vem a LG, que vendeu 980 mil unidades, número muito menor do que os 2,3 milhões de aparelhos comercializados pela fabricante sul-coreana no primeiro trimestre de 2015. O resultado, que também chama muito a atenção, dá continuidade ao comportamento negativo da companhia dos últimos 12 meses, em que vem registrando queda atrás de queda nos trimestres, assim como o mercado geral de smartphones no Brasil.

Apple

Além da crise econômica brasileira e dos preços altos, já que a Apple só oferece smartphones mais caros considerados “top de linha”, essa queda da empresa no país também estaria ligada à falta de inovação das versões mais recentes do iPhone, segundo o analista de pesquisas do Gartner, Tuong Nguyen.

“As melhorias dos últimos iPhones não foram suficientes para fazer os usuários trocarem os seus smartphones atuais por um novo”, afirma o especialista, citando como destaque o sucesso do iPhone 6, que marcou a entrada da Apple no segmento de smartphones de tela grande, algo já esperado há muito tempo pelos usuários.

Aumento pelo mundo

Se as vendas caíram significativamente no Brasil, as fabricantes tiveram o que comemorar com os seus números pelo mundo.

De acordo com a Gartner, as vendas globais de smartphones alcançaram 349 milhões de unidades no primeiro trimestre, aumento de 3,9% em relação aos 336 milhões de aparelhos comercializados no mesmo período do ano passado.

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