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Verizon será operadora do Tablet da Samsung nos EUA

Grandes operadoras americanas já escolherem seu lado: a Verizon investe no Android e o AT&T não abre mão do iOS da Apple.

PC World/US

31/08/2010 às 16h28

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O novo tablet da Samsung, o Galaxy Tab, deverá ser oferecido nos Estados Unidos pela operadora Verizon. O dispositivo – que será revelado nesta quinta-feira (2/09) na feira IFA, na Alemanha – tem o Android como sistema operacional e ilustra como os provedores de Internet escolheram lados opostos na guerra das plataformas móveis.

Aparentemente, o produto da empresa coreana será o primeiro a desafiar o absoluto domínio que o iPad possui e, assim, a competição entre o software Android, da Google, e o iOS, da Apple, deverá aumentar. No entanto, da mesma forma que a rivalidade entre EUA e União Soviética motivava conflitos indiretos, como na Coreia do Norte, Vietnã e Afeganistão, a luta entre duas das principais companhias de tecnologia fez com que AT&T e Verizon também fizessem uma escolha.

De fato, há rumores persistentes que atestam que a Verizon irá oferecer o iPhone em breve, enquanto a AT&T possui alguns smartphones com Android. Entretanto, não se engane: o conceito “breve” está aberto a interpretações e os dispositivos com o sistema da Google vendido pela AT&T não se comparam aos oferecidos pela sua rival.

Android/Verizon X iOS/AT&T
A AT&T ganhou nome como parceira da Apple, como operadora oficial do iPhone. Esse papel foi reforçado com o lançamento da quarta versão do aparelho e expandido ao ser a única a oferecer o iPad 3G. Enquanto isso, os produtos que ela oferece com o Android, como a maioria dos smartphones e o tablet Dell Streak, são quase um insulto aos desenvolvedores da plataforma – parece até uma estratégia para convencer seus clientes a preferirem os dispositivos da empresa da maçã. E a AT&T Wireless se tornou “Apple Wireless”.

A Verizon, por sua vez, emergiu como a campeã dos Androids, investindo tempo e dinheiro na promoção da marca Droid – constituída de smartphones de alto desempenho da Motorola e da HTC. Essa última, por sinal, deve lançar, em breve, um tablet com o outro sistema desenvolvido pela Google, o Chrome OS, que, lógico, será vendido por meio da operadora parceira. Assim, a Verizon entraria para o mercado desse setor tanto com o Android, com o Galaxy Tab, quanto com o Chromium, o OS da Google.

As estratégias destoantes quanto à escolha da plataforma para os produtos torna mais difícil a tarefa de comparar o desempenho dos celulares e, principalmente, da rede de Internet sem fio das operadoras. Se fosse possível utilizar o iPhone 4 na rede da Verizon, ou o Droid X na AT&T, o debate sobre a quem culpar pelas falhas no funcionamentos dos aparelhos, a operadora ou a fabricante, seria resolvido mais facilmente.

Nivelar a competição seria do interesse tanto do iPhone quanto da Verizon. Analistas sugerem que a Apple poderia dobrar suas vendas se desistisse da exclusividade cedida à AT&T. Em um estudo recente, mais da metade dos clientes da Verizon afirmaram que comprariam o smartphone da maçã se este estivesse disponível para a operadora, e um número considerável de consumidores assinariam com a empresa caso ela oferecesse o iPhone.

No momento, temos de um lado a Verizon e o Android, do outro a AT&T e o iOS, e isso não deverá mudar em um futuro próximo.

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