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Virtualização já realidade também nas pequenas e médias empresas

Atraídas por redução de custo, melhor gerenciamento e economia com hardware, elas também investem em sistemas virtuais.

Redação da PC WORLD

24/11/2008 às 12h36

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internet_generica_150.jpgO termo ainda passa um certo ar de ficção científica, mas os benefícios são bem reais. A virtualização garante às empresas de qualquer porte uma economia expressiva nos gastos com equipamentos de tecnologia, suporte e energia elétrica, entre tantos outros benefícios.

Isso porque ela permite ao gestor de TI particionar a capacidade de processamento de um servidor, dando a cada uma dessas partes a função de um desktop – ou de um servidor – distinto. Dessa forma, no lugar de manter, por exemplo, 40 computadores sustentados por cinco servidores, a companhia pode, com base em uma solução de software, virtualizar essas máquinas, consolidando, conforme a demanda de cada servidor e usuário, os desktops em apenas uma máquina.

Ao adotar esse modelo, as empresas evitam manter servidores com
capacidade ociosa, reduzem o número de desktops tradicionais e, mais do
que isso, conseguem melhor administrar o parque de máquinas, já que
elas passam a ser centralizadas em um mesmo hardware.

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Para o usuário, nada muda. Ele, através da rede corporativa, acessa, com login e senha, a sua máquina virtual, que pode ser menos sofisticada (e mais barata) porque os aplicativos estão, na realidade, sendo processados lá no servidor, e não na máquina de fato.

“É uma tecnologia democrática, que veio para ficar, inclusive nas pequenas e médias empresas’, avalia Reinaldo Roveri, gerente de análise de mercado da IDC Brasil. Segundo ele, entre 20% e 30% das pequenas, médias e grandes empresas no Brasil já experimentaram algum tipo de virtualização. Quando consideradas somente as grandes corporações no País, o índice chega a 60%.

Mais do que simplesmente remover recursos para tornar suas ferramentas mais baratas, os fornecedores adequaram suas soluções. “A virtualização começou muitos anos atrás, nos mainframes. Era um conjunto de hardware e software, inviável para as pequenas empresas, que permitia um nível superior de serviços às grandes corporações”, lembra Marcelo Okano, consultor de TI especializado em virtualização.

Inicialmente atraídas especificamente pela redução de custo, as pequenas e médias empresas agora também começam a entender os demais benefícios por trás da virtualização. A economia, de acordo com especialistas, está no fato de melhor aproveitar o hardware.

“Normalmente as empresas têm, em média, apenas 20% do potencial do servidor utilizado, exatamente porque compram o hardware com base no pico (situações em que os sistemas demandam a mais alta capacidade)”, contabiliza Alexander Moraes, gerente de marketing do Windows Server System.

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No caso da virtualização, é possível utilizar essa mesma capacidade de processamento para rodar diversos aplicativos, otimizando os recursos do servidor. As soluções oferecidas atualmente para essa área são uma camada de software que permite ao gestor de tecnologia dividir os recursos de um servidor em, por exemplo, diversos desktops.

Nesse caso, o usuário acessa o aplicativo através de uma rede, a partir de um thin client ou mesmo de um desktop mais antigo. “Não há necessidade de processamento no computador do usuário, já que o aplicativo está rodando no servidor”, explica Arlindo Maluli, consultor da VMware para América Latina. “A empresa pode ter um parque de desktop de dois ou três anos, rodando o Windows Vista”, detalha.

Marco Fontenelli, gerente de integradores de sistemas e do grupo de rede de aplicativos da Citrix, explica que, a princípio, dizer a um pequeno empresário que ele deverá investir alguns milhares de reais em pelos menos dois servidores pode assustá-lo.

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No entanto, quando ele põe na ponta do lápis o retorno que terá com aumento de produtividade, redução de manutenção e economia de energia, entre outros benefícios, perceberá que o retorno sobre o investimento é praticamente imediato.

Boa parte das necessidades de virtualização das pequenas empresas pode ser suprida com soluções oferecidas gratuitamente pelos fabricantes. A VMware, por exemplo, oferece ferramentas sem custo tanto para a virtualização de desktops quanto de servidores.

O VMware Player é uma alternativa até mesmo para o usuário doméstico. Ela permite rodar uma máquina virtual dentro do próprio computador e uma de suas aplicações é a melhoria da segurança. “Uma pessoa que acessa muito a internet e instala muitos programas pode fazê-lo nesta máquina virtual. Se esta for afetada, a física estará isolada”, explica Maluli.

Outra solução oferecida gratuitamente é o Virtual PC, da Microsoft, para a virtualização do sistema operacional no desktop. Além disso, a Microsoft possui o Application Virtualization, para a virtualização de aplicativo (solução paga) e que só pode ser contratado como parte do pacote de serviços de otimização de desktops Microsoft Desktop Optimization Package.

Uma boa notícia para os interessados em adotar a tecnologia de virtualização de servidores hipervisor (Hyper-V), da Microsoft, é que, em setembro, a empresa anunciou que a solução até então vendida como parte do Windows Server 2008 passará a ser disponibilizada como um produto independente do sistema operacional. E o melhor: gratuitamente.

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A Citrix, por sua vez, oferece gratuitamente o XenServer, para a virtualização de servidores. Já as suas soluções para aplicativos e desktops, Access Essentials e XenDesktop, são cobradas.

A questão da manutenção e suporte é exatamente um dos temas para o qual Roveri, da IDC, alerta. Embora haja soluções gratuitas que atendam à demanda das pequenas empresas, a dificuldade para essas companhias está na falta de tempo, de conhecimento e de profissionais especializados para colocar a virtualização em prática. “Uma boa saída é terceirizar essa gestão”, sugere Roveri.

É o que faz empresa SuperCom. Sua oferta inclui, além da virtualização de desktops e servidores, todo o serviço de suporte e manutenção. A empresa cobra um valor fixo por terminal virtualizado.

Segundo Cláudio de Paula, CEO da SuperCom, a companhia fica 100% responsável pela implementação e manutenção, suporte e gerenciamento da estrutura virtualizada do cliente. A solução utiliza equipamentos chamados “terminais multiusuários”.

Apesar das vantagens da virtualização, o especialista Okano alerta que é preciso começar por uma análise criteriosa para assegurar que as máquinas suportarão os sistemas em uso na empresa. “Uma alternativa é começar por servidores mais estáticos, como firewall e proxy. É uma forma de testar a tecnologia para não enfrentar problemas no futuro.”

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