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Vírus para Mac: mito ou realidade?

Os computadores e o sistema da Apple parecem imunes a vírus e código malicioso. Mas nem tudo é verdade, e você precisa proteger seu Mac (nem que seja o Windows).

Scott McNulty, Macworld EUA

13/10/2008 às 15h20

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Embora os computadores da Apple não sejam magicamente imunes a vírus e malware em geral, eles são quase sempre livres dessas pestes – pelo menos na maior parte do tempo. Mas isso significa que você precisa ignorar a existência de software para Mac?

1) A ameaça
Em 1982, o vírus Elk Cloner se espalhou entre máquinas Apple II ao se copiar para o setor de boot dos disquetes. O Elk Cloner não fazia maldade alguma (quando uma Mac infectado reinicializava pela 50a vez, um poema aparecia na tela), mas deixou perplexos muitos usuários de computadores, que nunca tinham experimentado um vírus antes.

Vinte e quatro anos depois do Elk Cloner, surgiu o Leap-A. Disfarçado de um arquivo de imagem, ele modificava arquivos em um Mac infectado e, quando o iChat era aberto, enviava arquivos infectados para os contatos do iChat.

Muita gente achou que, com o Leap-A, era o fim da era sem vírus para o Mac OS X. Mas o Leap-A infectou apenas 49 computadores e, dois anos depois, ainda esperamos por um grande vírus para Mac: já surgiram diversas provas de conceito, mas nenhuma se espalhou. A questão é: por que?

O especialista em segurança Bruce Schneier credita isso à pequena fatia de mercado do Mac: “Se você busca por uma grande massa de usuários novatos, Windows é o local para encontrar”, afirma. Adam O’Donnell, diretor de tecnologias emergentes da Cloudmark, concorda. Ele acredita que produzir malware para Mac não é economicamente viável até que o Mac seja responsável por 16% de mercado (hoje, fica abaixo de 9%). “Não há porque investir tempo em comprometer um sistema da Apple se você pode atingir dez ou vinte vezes mais máquinas indo atrás dos PCs”, afirma.

Entretanto, isso não significa que você precise baixar a guarda por completo. Rodar Windows em um Mac Intel – com Boot Camp ou software de virtualização, como o Parallels Desktop ou VMware Fusion – expõe sua máquina aos mesmos riscos de segurança se estivesse em um Dell. E embora o Mac não sofra de vírus por e-mail, já que os arquivos não abrem, você não está livre de repassar o malware para outros com Windows.

Finalmente, alguns hackers conseguem criar sites de phishing que roubam seus dados pessoais e informações bancárias e de cartão de crédito.

2) Programas antivírus
Ao comprar um Mac, você já deu o primeiro passo para manter o malware longe do seu computador (é incrível como a maioria dos especialistas em tecnologia entrevistados para este artigo são usuários de Mac).

Tanto a Symantec quanto a Intego vendem software antivírus para Mac: Norton AntiVirus 11 (R$ 109) e o VirusBarrier X5 (US$ 70), respectivamente. Mas se você não roda Windows e não se importa de passar e-mails possivelmente com anexos contaminados para seus amigos que usam Windows, não precisa deles.

Agora se você roda Windows no Mac, deve instalar um antivírus para Windows em seu PC virtual. Nossos colegas da PC World indicam o Norton Internet Security 2008, da Symantec, o Kaspersky Internet Security 7.0, o McAfee Internet Security Suite e o BitDefender Internet Security 2008 – com preços que variam de 50 dólares a 170 reais cada (veja um comparativo entre esses e outros produtos de segurança). Esses pacotes devem proteger seu Windows virtual de ameaças reais.

Se você está preocupado em repassar possíveis e-mails infectados para a frente, existe um aplicativo gratuito para Mac, o ClamXav – mas ele é bem lento.

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O ClamAV é um antivírus de e-mail gratuito para Mac

Para se proteger de esquemas de phishing na web, seu bom senso é a melhor linha de defesa:  não dê informações pessoais a um site a não ser que tenha 100% de certeza que é legítimo.

Alguns browsers, como o Firefox e o Opera – notificam o usuário quando ele visita um site potencialmente perigoso. O Safari não faz isso e, por conta desse motivo, algumas empresas de comércio eletrônico (incluindo o PayPal) recomendam o uso de outros browsers – e o usuário não deve ignorar o alerta.

Um modo de proteger o Safari é usar o gerenciador de senhas 1Password, da Agile Web Solutions, de 30 dólares. O produto preenche automaticamente formulários da web, mas você pode definir quanta informação ele pode fornecer. O software também compara as URLs com uma base de dados do PhishTank.com e alerta quando você visita um site suspeito. O Norton Confidential, de 50 dólares, faz o mesmo, com proteção para o Safari e Firefox.

3) Recomendação de compra
Não importa o sistema operacional que você use, sempre vai existir gente tentando ganhar algum dinheiro explorando bugs conhecidos, vulnerabilidades de sistema ou usuários relapsos. Recomendamos que você invista em uma boa proteção contra phishing ou, ao menos, usar um navegador que tenha esse tipo de proteção integrada. Seus arquivos do Mac podem estar à salvo de espiões, mas sua identidade não está.

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