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Você precisa de um smartphone ou a melhor opção é um notebook?

Os telefones inteligentes não substituem os laptops, mas existem situações em que esse dispositivo dá conta do recado.

Fernando Petracioli, especial para a PC WORLD

30/04/2008 às 18h57

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Foto:

Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

Smart_notebook_150Um leitor quer saber se vale a pena investir em um
smartphone como opção a um notebook. A primeira coisa a ser esclarecida é que um dispositivo não
substitui o outro.

Eles têm perfis de uso diferentes, capacidades distintas e limitações decorrentes de características inerentes tanto ao hardware quanto ao sistema operacional e aplicativos desenvolvidos para essas plataformas.

Sob este ponto de vista, deve-se levar em conta as exigências relacionadas à portabilidade e à intensidade da interação que o usuário terá com o dispositivo eletrônico.

Portabilidade
Sabemos que tanto um notebook quanto um smartphone são
portáteis. Mas a portabilidade dos chamados telefones inteligentes é muito maior do que a de
um laptop. Para se ter uma idéia mais exata dessa comparação, vejamos alguns
números.

Leia também:
> Dicas para quem vai comprar um notebook e 14 sugestões de modelos
> Algumas opções de smartphones 3G
> Usuários de banda larga 3G reclamam dos serviços

A maior parte dos notebooks fabricados hoje mede em torno de 35 centímetros de largura por 25 cm de profundidade,
pesando entre 2 kg
e 2,5 kg. Um smartphones, por sua vez, mede cerca de 6 cm
por 11 cm e seu peso não costuma ultrapassar 150 g.

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Smart_notebook_150Assim, não é difícil chegar a algumas
conclusões: podemos fazer as compras do mês no supermercado à espera de um
e-mail importantíssimo, e quando ele chegar, respondê-lo como se fosse uma mensagem de
texto no celular. Já com um notebook isso seria bem diferente. Imagine como seria complicado sacar seu notebook em pleno supermercado (ou no metrô ou dentro do ônibus) para fazer a mesma coisa.

Usabilidade
Como tudo que envolve tecnologia tem um preço a ser pago, os
smartphones o pagam em
usabilidade. Em outras palavras, as mesmas características que tornam estes dispositivos mais 'portáteis', são também as que limitam a
experiência do usuário.

Em primeiro lugar, temos a evidente ausência de alguns periféricos. Smartphones não têm mouse, possuindo
apenas dispositivos de apontamento um tanto quanto imprecisos como mouse touch pad, track point ou o mais
moderno touch screen.

Muitos até trazem teclado completos QWERTY, mas seu tamanho é pequeno demais, com teclas têm cerca de 4 mm de largura – para digitar
com os polegares.

Além disso, os smartphones têm outras características negativas. O tamanho reduzido e as limitações de hardware (como velocidade de processamento e capacidade de armazenamento - esta pode ser um pouco ampliada com o uso de cartões de memória adicionais) que isto acarreta fazem com que os aplicativos que rodam neles necessariamente sejam mais simples se comparados às versões originais para notebook ou desktop.

Outros destaques:
> O que fazer se o PC com XP ou Vista não dá boot
> Baixe software que ajuda a testar o desempenho do seu computador
> Deixe seus gadgets todos com o mesmo horário com este software gratuito
> Word ou Pages 08, quem é o melhor?
> Monte sua rádio na web usando o Linux

Infelizmente, as limitações de software não atingem apenas os equipamentos que rodam o Windows Mobile (versão do sistema operacional da
Microsoft para dispositivos móveis). Em maior ou menor grau, afetam também dispositivos com Symbian ou Palm OS.

Em geral, os programas para smartphones oferecem compatibilidade
para visualização e leitura de arquivos originados em um computador (como os do Office), mas a
edição desses documentos nos telefones inteligentes é bem
complicada – isso se for possível, pois há telefones que sequer permitem editar este tipo de conteúdo se não contarem com um software específico, adquirido separadamente. Iniciar um documento a partir do zero, então, nem se fala.

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Smart_notebook_150Por isso, os smartphones são mais indicados para visualização e pequenas edições de documentos menos complexos como planilhas ou texto; e uso do e-mail e nevegação simples na web.

Como os notebooks não sofrem restrições de hardware nem de plataforma operacional ou de aplicativos, eles tendem a oferecer uma capacidade de uso semelhante à dos desktops, ainda que não ofereçam mouse e que sua tela seja menor que a encontrada na maior parte dos PCs de mesa.

Pesam contra os laptops seu peso, autonomia da bateria e o risco inerente a seu transporte, já que são equipamentos mais caros e visados por ladrões.

Conectividade à Internet
Os serviços de banda larga móvel e as redes Wi-Fi asseguram a smartphones e computadores portáteis contar com os mesmos tipos e facilidades de acesso à web. Apesar disso, é preciso atentar para a experiência do usuário
na internet.

Uma coisa é checar seu e-mail ou obter uma informação ligeira em
algum website via smartphone. Completamente diferente é a necessidade de fazer
buscas e pesquisas durante horas, ou utilizar aplicativos baseados em web, por
exemplo.

Ainda são poucos os sites que possuem versões desenvolvidas ou customizadas
especificamente para navegação em smartphone, que possui tela de cerca de 3 polegadas – um
notebook pode ter um display de 14”
ou 15”.

Dizer que a situação ideal seria contar com os dois equipamentos só é realmente válida para aquele usuário que não quer (ou não pode) ficar desconectado um minuto sequer.

É claro que um smartphone não é capaz de fazer
tudo que um notebook faz e um PC portátil pode parecer exagero em situações nas quais um telefone inteligente pode dar conta do recado - mas é importante lembrar que ele pode deixar alguns aplicativos e o acesso à internet um tanto quanto 'engessados'.

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