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Volume de lixo eletrônico deve crescer até seis vezes em dez anos

ONU afirma que falta de políticas de reciclagem pode provocar problemas de saúde pública, em especial nos países emergentes.

Redação do IDG Now!

23/02/2010 às 12h05

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A venda de eletrônicos deve crescer consideravelmente em países emergentes ao longo dos próximos dez anos. E, a não ser que medidas de reciclagem sejam tomadas, o lixo eletrônico também deve aumentar consideravelmente, causando riscos à saúde da população, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) na segunda-feira (22/2).

Países como China, Índia, além de África e América Latina, devem ser os principais geradores do lixo eletrônico, formado por produtos como computadores antigos, impressoras, celulares e outros. Em alguns deles os resíduos podem crescer em até 500%, diz a ONU.

O Brasil foi apontado como um dos países com potencial para implantar tecnologias de reciclagem dos resíduos, junto com México, Marrocos e África do Sul, por ter um setor informal pequeno de lixo eletrônico.

Já em países asiáticos e africanos, o estudo prevê que os resíduos de computadores antigos vão saltar em até 500% na Índia em relação ao nível de 2007, e de 200% a 400% na África do Sul e na China.

O relatório aponta que o mercado chinês pode representar uma das maiores ameaças. O país produz cerca de 2.3 bilhões de toneladas de lixo eletrônico atualmente, e o forte mercado informal, junto com a falta de uma rede de coleta dos resíduos, atrapalha o desenvolvimento de usinas de reciclagem no país, segundo o estudo.

O grande risco que os resíduos desse materiais podem causar à saúde se deve  às toxinas emitidas quando eles são queimados indevidamente.

No Brasil, duas iniciativas recentes buscam minimizar os danos provocados pelo eletrônico. Um grupo de empresários criou um serviço personalizado de lixo, enquanto a Universidade de São Paulo inaugurou um centro de reciclagem de eletrônicos.

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