WhatsApp admite disparos massivos de mensagens nas eleições de 2018

“Sabemos que eleições podem ser vencidas ou perdidas no WhatsApp”

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“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, disse Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo, na Colômbia.

Essa foi a primeira vez em que o WhatsApp admitiu que sim, foram utilizados sistemas automatizados para gerar o envio massivo de mensagens políticas durante o período eleitoral de 2018 – algo ilegal.

Por lei, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permite o uso de ferramentas de automatização, como, por exemplo, o software dos disparos que desfavoreciam o então candidato e agora presidente Jair Bolsonaro (PSL) em benefício de outro candidato, Fernando Haddad (PT), que foi multado pelo TSE pelo crime.

Entretanto, Bolsonaro foi eleito sem que houvesse acusações concretas quanto ao impulsionamento irregular de conteúdo contrário ao seu adversário. Agora, dez meses após o início do mandato, um porta-voz do WhatsApp declarou que o resultado das eleições, ou seja, a vitória de Bolsonaro, foi influenciado pelas fake news transmitidas massivamente através do aplicativo de mensagem. “Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, afirmou Supple.

O executivo ainda deixou claro que fazer campanha política no WhatsApp não é crime, “desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à presidência ou um camponês do interior da Índia”, mas condenou grupos públicos de conteúdo político que, em sua maioria, são relacionados ao governo Bolsonaro. “O WhatsApp foi criado para abrigar conversas orgânicas, entre famílias e amigos”.

Fonte: Folha de S.Paulo

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