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Wii U é “impactante” mas está “dois anos atrasado”, diz analista

Michael Pachter, da Wedbush Morgan, afirma ser "improvável" que próximo console da Nintendo seja superior aos rivais da Microsoft e da Sony.

Matt Peckham, da PC World/EUA

14/06/2011 às 12h51

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Michael Pachter não parece estar muito convencido sobre o Wii U, novo
console da Nintendo. Por um lado o analista da empresa de investimentos Wedbush Morgan chama o Wii U de
“revelação mais impactante do show” (a E3, feira de games dos EUA ocorrida no
começo de junho). Mas a declaração é seguida de boa dose de escárnio, a começar
pelo nome – que Pachter classifica como “sem imaginação”.

A Nintendo afirma ter incluído o “U” para completar uma marca
criada para abraçar o mundo inteiro e que agora soa como “we, you” (nós, você).
Tautológico? Se nós considerarmos que “nós” já incluía todo o mundo, sim. Mas
não dá para simpatizar com algo como “Wii Stream”, que soa como algo que nós
(eu, você, qualquer um) faríamos depois de beber muita água.

“Em nosso julgamento, o Wii U chegou dois anos atrasado,
pois outros consoles de alta definição (HD) já têm periféricos para movimento”,
disse Pachter. A Nintendo não forneceu detalhes sobre as especificações
técnicas, mas para o analista “é improvável que seu poder seja superior ao dos
consoles HD atuais”.

Nesse ponto, a lógica de Pachter não fecha muito bem. A Nintendo
não divulga as especificações técnicas de seus produtos desde sempre. Ela se
mantém muda sobre as partes internas do Wii e também sobre as versões recentes
do DS, deixando o trabalho de descrição aos desmontadores de consoles e
curiosos de plantão. O fato de não falar tem pouco a ver com uma suposta
intenção de esconder a “medianidade” de recursos sugerida por Pachter.

A Nintendo vem tentando mudar o tom das conversas e fazer
com que as pessoas se importem mais com o design do jogo e não com detalhismos
em nível de pixel. E, com mais de 80 milhões de consoles vendidos até hoje, pode-se
dizer que sua meta vem sendo cumprida, até mesmo com o Wii.

Mas vamos imaginar que ele esteja certo sobre a improbabilidade
de um “poder superior” do novo console. Estaria a Nintendo “concedendo uma
enorme vantagem à Microsoft e à Sony”, como afirma Pachter? Implausível. O Xbox
360 ainda vende como água, o PlayStation 3 está a apenas uns poucos milhões atrás
da Microsoft em vendas globais de unidades e faz mais sentido acreditar que a
Microsoft e a Sony venham a reduzir seus preços – provavelmente, em um nível
substancial – para combater a Nintendo quando seu Wii U estrear no ano que vem.

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