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Windows 8: Afinal, o que a Microsoft oferece de novo?

Para Microsoft, mudanças de arquitetura e interface são resposta às "novas dimensões" abertas pelas telas touch e pela mobilidade.

Galen Gruman, da InfoWorld/EUA

13/09/2011 às 14h30

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Agora já sabemos. O presidente para o Windows da Microsoft,
Steven Sinofsky, revelou hoje (13/9), na conferência de desenvolvedores Build, na Califórnia (EUA), um Windows “reimaginado”, que traz uma interface
bem diferente, baseada em blocos, chamada Metro – que foi baseada no Windows
Phone e é feita para operação por toque -; roda em processadores ARM e também
em chips Intel x86; que também vai funcionar em PCs tradicionais com teclado
e mouse; e que vai rodar qualquer coisa que roda hoje no Windows 7. A nova versão,
chamada Windows 8, está agora na versão Developer Preview, sem data de
lançamento (ainda).

Sinofsky disse que a Microsoft redesenhou o Windows porque “as
coisas são muito diferentes agora do que há três anos... O Touch é toda uma
nova dimensão. Mobilidade é toda uma nova dimensão. Nós queremos que o Windows
responda a isso.” Ele também disse que o Windows 8 usa apenas 281 MB de RAM,
menos que os 404 MB de RAM do Windows 7, e que todos os novos recursos são
nativos do núcleo do sistema e não colocados por cima dele. Isso deverá
facilitar o desenvolvimento e ajudar na performance, disse. A Microsoft tem
dito que o Windows 8 não funcionará em smartphones, que deverão usar o Windows
Phone 7.

Diferentemente do Windows 7, o Windows 8 é projetado para PCs com telas
touch, em que os usuários fazem gestos com os dedos em monitores verticais - um
contraste com a estratégia da Apple de restringir os gestos a toques em superfícies horizontais, como um touchpad.
(PCs sem tela touch usarão aparelhos tradicionais como apontadores.) Ele também
vai rodar em tablets no estilo do iPad.

Blocos vivos
A nova tela Start não é mais um lançador de ícones mas uma
série de blocos que podem conter dados vivos, telas de aplicações, telas de
comunicações e assim por diante. Quando clicados ou tocados, os blocos abrem o conteúdo
ou app em sua própria janela. Os apps podem interagir por meio de APIs comuns
de intercâmbio, algo que Sinofsky chamou de “teia de apps”.

O Windows 8 adota vários recursos que surgiram primeiro no
Mac OS X, da Apple, como os apps de tela cheia, a busca dentro do sistema e a
verificação ortográfica nativa. A Microsoft também trabalha em uma versão do
Internet Explorer alinhada com o HTML5. O IE é o único dos grandes navegadores
que ainda não é compatível com o HTML5.

Para desenvolvedores, a Microsoft apresentou sua novas APIs WinRT.
Com elas, você poderá usar a língua de sua escolha em vez de sofrer com as
restrições de tradução da IDE. Uma ferramenta de interface de usuário baseada em um padrão
de grade HTML5 ajuda os desenvolvedores a projetar suas aplicações visualmente
para trabalhar com várias telas e orientações. A Microsoft também vai lançar
uma loja de apps parecida com a Mac App Store da Apple, com a diferença que ela
também deixará o consumidor testar o software antes de comprá-lo.

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