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Zynga lança FrontierVille

Com maior foco na estratégia e no aspecto social, novo jogo para o Facebook leva os jogadores ao velho oeste

Matt Peckham

09/06/2010 às 16h58

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A Zynga, criadora do popular FarmVille, quer levar os "gamers sociais" para uma fronteira selvagem coalhada de ursos, carruagens, cobras cascavel e - se seus planos derem certo - milhões de novos usuários ativos todo mês no Facebook.

Seu novo jogo se chama FrontierVille e já está no ar, levando consigo as esperanças da empresa de reverter o recente declínio em seu número mensal de usuários ativos. O outrora ridiculamente popular FarmVille se tornou "um pouquinho menos ridiculamente popular" nos últimos meses, com uma queda de 252 milhões de usuários em abril para pouco menos de 216 milhões hoje.

É aí que entra o FrontierVille, mais um jogo casual focado no gerenciamento de recursos, mas com profundidade estratégica consideravelmente superior à do Farmville. Não, não é um jogo de tiro, e ao contrário do recente Red Dead Redemption, da Rockstar, você não vai arrancar a pele de lobos, coiotes ou cavalos enquanto vê o sangue espirrando pela tela.

Em vez disso você irá se engajar nas mesmas atividades "para toda a família" que você já conhece do FarmVille, como comprar, plantar e cultivar colheitas. Mas ao contrário dos jogos anteriores da Zynga, o FrontierVille lhe permite realizar estas tarefas, e muitas outras, com muito mais finesse.

FrontierVille Zynga - 350px

FrontierVille tem aspecto social mais sofisticado que seu antecessor

Pegue o cultivo das plantações, por exemplo, que era muito limitado em termos de interação com os amigos no FarmVille. No FrontierVille, se você estiver numa lista de "aprovados" por seus amigos poderá dar uma passadinha no "rancho" deles e realizar uma série de tarefas, inclusive cuidar das plantações. Obviamente, isto faz com que seus amigos economizem tempo, ao mesmo tempo em que aumenta sua reputação.

Agora imagine o mesmo espírito de camaradagem aplicado a cortar lenha, alimentar os animais e espantar pragas. Você pode até "contratar" amigos para lhe ajudar, pagando-os com dinheiro do jogo para tomar o controle de seus avatares e fazê-los realizar atividades extras em seu feudo. 

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Adicione a tudo isso a necessidade de cuidar de uma família, coletar itens especiais para aumentar suas estatísticas, um mundo que muda com o passar do tempo com ou sem sua interação (árvores crescem, ervas daninhas se espalham, pestes roubam comida) e o FrontierVille começa a se parecer mais com algo pelo qual você pagaria para estudar e dominar do que com apenas mais uma forma de interagir com seus amigos e matar o tempo de forma casual.

Isto talvez se deva ao envolvimento de Brian Reynolds, arquiteto dos jogos de estratégia para PCs da série Civilization. Ou talvez porque o Facebook acredita que a melhor forma de prender os jogadores por longo prazo seja com atividades repetitivas que beiram o comportamento obsessivo-compulsivo, como em World of Warcraft.

Seja qual for o caso, mesmo que FrontierVille não soe como algo muito original em termos de jogos de estratégie ele é muito mais que um FarmVille 2.0. Tanto que até mesmo eu, que não sou fã do Facebook, estou pensando em levantar acampamento e rumar para o oeste para ver o que vou encontrar.

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